domingo, 31 de agosto de 2008

cook book

Num banquete, sentaram um padre católico ao lado de um rabi. O padre, querendo gozar o rabi, enche o prato com pedaços de um suculento leitão e depois oferece para o "colega". O rabi recusa:
Muito obrigado, mas...não sabe que a minha religião não permite comer carne de porco?
Nooossa! Que religião esquisita! Comer leitão é uma delííícia! - Comenta o padre com ironia.
Na hora da despedida, o rabi aproxima-se e diz ao padre:
Mande os meus cumprimentos à sua mulher.
E o padre, horrorizado:
Minha mulher? Não sabe que a minha religião não permite o casamento dos sacerdotes?
Nooossa! Que religião esquisita! Comer mulher é uma delííícia!

o inimigo

É o termo que ouço, frequentemente, dentro do âmbito heterossexual, quando um imbecil qualquer se refere aos gays. Este senhor, que descobri ontem, e só ontem*, num programa televisivo, explica de forma brilhante, o porquê.
* Só ontem, mesmo. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

hipnose

Cada geração tem o seu tipo de música de dança, que é quase como um diagnóstico da sua saúde económica, social e mesmo da mentalidade colectiva. No século XX, o cancan traduzia o desejo de uma geração (amargurada por uma crise profunda) de festa libertadora, de excesso, de movimento.
Como tristezas não pagam dívidas, a malta quer mesmo é divertir-se. Em simultâneo, o cancan proporcionava a expressão ideal a um tipo de mulher que começava a sua primeira fase de libertação sexual. Quando nos lembramos dos Loucos Anos Vinte a imagem que ocorre é da garçonne. Porque, dos gajos, como eram ou se vestiam, ninguém se lembra e confundem-se com os abrilhantinados de uma outra década qualquer.
O rock n'roll do fim da guerra era a ilustração da euforia duma sociedade liberta do terror da mesma e com a memória recente do vou prá guerra ...um verdadeiro detonador sexual que mudou mais um pouquinho as mentalidades e os hábitos.
Foi por essa altura que foi também inventado o absurdo conceito de juventude...

Pois a tal da juventude dos nossos dias... assume-se. Aproveitou a deixa e faz juz ao figurino que lhe concederam: imagem de irresponsabilidade, de dolce fare niente, de inconsequência, de pequeno crime social... e aproveita cada minuto daqueles anitos do prazo que a sociedade lhe oferece até começar a pagar impostos e ser sugada por ela. Eu fiz o mesmo.
O trance nasceu num país com uma profunda dúvida de identidade: a Alemanha reunificada dos anos noventa.
Não pretendendo ser exaustivo na descrição, apenas acrescento o seguinte: por essa altura, em Goa (que por si merece um post, esta terra que foi A jóia cultural do nosso império) já existia uma comunidade de gente nova vinda da Europa atraída pelo misticismo oriental que se adequava mais à fome espiritual que a catequese. Dentro deste rico caldeirão nasceu o Goa trance e aquela terra belíssima passou a ser rota de libertação. E é isso que o trance é: libertação. Libertação hipnótica de uma realidade confusa, incaracterística, sem manual de instruções, depressora e de um futuro cujos relâmpagos que se adivinham no meio da névoa... A palavra inglesa trance significa transe, um estado hipnótico. Aqui, explica-se, com simplicidade, como se induz.
Em Ibiza existe a maior discoteca do mundo, a privilege. É um hangar para zeppelins com capacidade para onze mil pessoas. No outro dia perguntaram-me como seria, se lá deflagrasse um incêndio. Respondi que não existiam chamas suficientemente altas para chegar aquele tecto. À volta do hangar existem várias outras salas de discotecas satélites...gigantes.
Existem voos charter vindos de Londres com aviões cheios de putos que chegam ao fim da tarde e levantam a a meio da tarde do dia a seguir, e não é caro, porque em Ibiza as entradas nas discotecas pagam-se escandalosamente, porque lá dentro o que a malta bebe não é nem gin nem whisky...

Leva-se uma garrafinha de água que se vai enchendo na casa de banho. A pastilha é o que pede, para aguentar a pedalada e a transpiração contínua.

Isto é o que ouço, muitas vezes, quando me perco pelas noites. É só para quem aprecia uma selecção do melhor.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Os Três (Último)

Imaginem-se, de repente, a viver no século dezanove. E sem poder sair de lá.
É como eu me sinto, no século vinte e um.
Antes que me comecem a chamar nomes... leiam este tópico. 
Talvez o de maior utilidade aqui publicado.

Discos Voadores

Antes de mais, para abordar este assunto, julgo necessário um pequeno exercício, cuja simples execução vos peço:

Peguem num guardanapo, quadrado. Quanto mais pequeno melhor.
Abram-no completamente.
Com ele aberto, escolham dois dos quatro vértices opostos nos extremos de uma das diagonais que cruzam o centro do guardanapo...

Atenção. Este é um exercício mental que vai mudar completamente as vossas vidas. Mais do que todos os jogos de xadrês, gamão, majong etc.
É um aviso.

...escolheram os dois vértices? Ok.
Agora formula-se a seguinte pergunta: Qual a distância mais curta entre os dois vértices escolhidos?
A diagonal que os une? ...Errado.
Mas não esqueçam a diagonal. Usem-na como referência para dobrar o guardanapo... até os dois vértices se tocarem...

Parabéns! Descobriram a distância mais curta entre os dois vértices, que é a resposta à pergunta formulada neste texto.
Mais importante: descobriram a filosofia do raciocínio do futuro, o dos vossos trisnetos, e com sorte, ainda dos vossos bisnetos, que, quando lhes fizerem a pergunta na escola do futuro, responderão: zero...

Se continuam a pensar que o que aconteceu é um disparate, que a a distância mais curta entre os dois vértices escolhidos é a diagonal que os une, não tenham problemas com isso. Juntem-se aos milhões de contemporâneos de Nicolau Copérnico, que acreditavam que era o sol que se movia em torno da terra quando ele afirmava o contrário. Podem ainda juntar-se aos contemporâneos de Ptolomeu que ao invés dele afirmavam que a terra era plana e aos milhares em comunidades afastadas que acreditam ainda nisso...

Não é fácil, em segundos, convencer uma civilizacão inteira que espaço, tempo e o horizonte rectilíneo são curvos. Mas são.

Muitos cientistas excluem a possibilidade de viagens interplanetárias baseados na filosofia da diagonal do guardanapo: "Ahh...Demora muito tempo...a velocidade máxima conhecida é a da luz...". Mencionam viagens interestrelares com obrigatória animação suspensa e todo o tipo de disparates afins com base na teoria da relatividade cujo prazo útil só se continua a aplicar ao quotidiano.
E depois mencionam a questão da propulsão.
A merda da propulsão é um mito. Andam a perder tempo com combustíveis fósseis, com misturas explosivas que são autênticos venenos atmosféricos... energia nuclear... Esqueçam a propulsão!

O segredo das viagens interestrelares está em conhecer grande parte da filosofia inerente à dobra do guardanapo. Comecem por aí.

E é graças a esse conhecimento que há gente com um aspecto estranho que nos visita num minuto e após uma hora das nossas estará lá em sua casa, no extremo do vértice. Gente que complacentemente nos vê ainda a deslocarmo-nos duma forma complicada e poluente.

Acreditam em discos voadores?
Está científicamente provado que é mais fácil acreditar num boato, que em algo que se vê com os seus próprios olhos.
Quando eu era adolescente, ali na Linha, numa noite de sábado, num verão quente em que toda a gente andava a curtir o ar livre e o calor nocturno, milhares de pessoas assitiram à aparição de aparelhos estranhos no céu a evoluirem num espectáculo de luz, velocidade, acrobacia e cor.
Em Oeiras, Parede, S. Pedro, S. João...Estoril... Eu não vi, mas relataram-me as mesmas características, o que é raro (veja-se o relato das testemunhas dum acidente) no dia a seguir.
Três dias depois, toda a gente que me tinha contado o facto evitou falar no mesmo, houve mesmo quem culpasse o álcool ou a ganza...

Existem milhões de relatos, documentados, agora já com a chancela de governos (como dos E.U.A.) que admitem o "fenómeno".
Eu cá sei é que, quando tinha doze anos, achava que no ano dois mil iria ser assim: tudo a deslocar-se silenciosa e rápidamente pelo céu...
...Sinto-me enganado. É que eu, pelo menos, faço o meu trabalho direitinho.

Senhores cientistas, livrem-nos do petróleo, da poluição, da propulsão... Não se preocupem com fundos, com políticos e o lobby dos combustíveis fósseis.
Os irmãos Wright eram fabricantes de bicicletas, senhores...
e agora toda a gente anda de avião... por enquanto.

Agarrem-se ao guardanapo. Eu sei que se sentem ainda bebés, e que ele vos faz lembrar as fraldas em que estão metidos em relação ao vosso vosso nível de conhecimento, mas ainda assim... Podem começar.


...


Ai meus Deus! Este gajo deve estar doido...
Não explico a existência divina, mas terei gosto de explicar o porquê da mesma, nesta continuação deste bizarro raciocínio que um dia será o normal.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

à borla? já não.

Um médico e um advogado encontravam-se numa festa. Entretanto, um dos convidados aproxima-se do médico e pede-lhe um conselho relativo à úlcera que o afligia. O médico ouve-o, aconselha-o e afasta-se...
Aproxima-se do advogado, de cabeça a abanar, e pergunta:
- Como lida com casos destes, de gente que o aborda em tudo o que é sítio para lhe pedir ajuda profissional?
- Eu? Envio-lhes a conta, no dia seguinte - responde o advogado, sorridente.
Na manhã seguinte, ao chegar ao consultório, o médico pede à secretária para enviar ao “cliente” da noite anterior uma conta de cinquenta euros pelo conselho dado na festa. Após isto, encosta-se na cadeira e sorri.
A felicidade do médico, no entanto, acaba na tarde do mesmo dia... ao receber a conta de cem euros, do advogado...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

à borla

Este tópico não se refere ao contexto específico da blogocoisa.

Eu cá tenho um defeito. Não esperem grandes opiniões, quando mas pedem. Sobre este ou aquele assunto.
Calma. Não é tão grave assim, porque como sou perspicaz, se vejo alguém amigo em dificuldades, sabendo que a minha visão das coisas pode ajudar, entra logo em acção outro dos meus defeitos: parto para a acção, muito rapidamente. Há quem confunda as coisas e afirme que o que faço na realidade é partir para a agressão. Mas não é. Embora eu perceba, porque às vezes agride. Sacode. Vejo o que se passa e tomo medidas. Se me quiserem questionar depois sobre as mesmas é claro que estão à vontade. Posso é não ter tempo...
Sou perspicaz, pois. Tão perspicaz que, por exemplo, numa intervenção escrita ou falada, consigo adivinhar se uma mulher está com o período. Em algumas, isso é transparente para mim.
Deixei de dar opiniões porque, na verdade, é barato. Nada é tão barato como uma opinião. E sinto isso diariamente. Ainda não acabei um trabalho qualquer e começa logo o chorrilho. E nada pode ser tão daninho como uma opinião sem fundamento.
Acho que era o Voltaire que afirmava que nada é tão perigoso como a sabedoria dos ignorantes em acção. E um ignorante pode ser um génio, mas ignorante circunstancial.
Tendo isso presente, a nível profissional deixei de as dar. Se alguém me pede uma opinião, o que lhe posso fornecer é um aval. Um parecer. Para isso recorro a todo o meu cuidado e saber, à minha visão analítica, e tento distanciar-me friamente o mais possível do objecto. E tempo. E só depois forneço o belo do aval, e habitualmente defendo-o como uma falange macedónia. Mas isso sou eu, um nazi do cacete.
Há anos, num filme da série B, ouvi uma grande verdade: a opinião é como um cu ...toda a gente tem um.
O que considero então a bela da opinião? Aquela que não presta, essa mesmo, a sentença, o que é?
Façam uma experiência: coloquem um grupo de pessoas perante uma questão. Mas não uma qualquer, dada de mão beijada. Uma, sim, que implique trabalho, tipo... aconteceu isto, como podes ler neste documento. Aquilo, como podes ler naquele. E depois sucedeu aquilo, presente naquele acontecimento, que culminou nisto, aqui à minha frente.
O que irão observar é o seguinte, numa primeira fase:

Uma fatia das pessoas cala-se. Dentro dessa fatia, vai haver uma divisão: aquelas que olham para o relógio e se vão embora porque deixaram algo ao lume (que são as que se estão nas tintas para vocês...), e as que ficam em silêncio a analisar os dados fornecidos.

Outra fatia simula uma pausa e, achando que tudo viu, olha para a vossa cara e descarrega uma opinião que tem a ver com tudo menos com a questão presente.
Nomeadamente, se não gostarem de si mesmas duma forma franca, tipo SOS, a frase começa sempre com um sei lá... Se já não gostarem de vós, começam por perguntar se terá sido mesmo assim (!), mas, muitas vezes, na maior parte, isto não é verbalizado ... Se gostarem de si mesmas duma forma exarcebada, já começam a dar a opinião, mal acabou a exposição de dados... E ainda existem aquelas que tendo um fraco amor próprio destinado a ser eterno... vocês nem as ouvem. Mas que elas falam, lá isso falam... estou aqui e também tenho uma opinião... um voto na matéria.
Depois vem a segunda fase: vocês. Toca de levar com o embate... Se por acaso toparam todas as opiniões daninhas, diplomacia é fundamental. E a diplomacia implica mentir. Pois é. Agradecem a opinião de cada um e fazem promessas protocolares de a tomarem em consideração antes de qualquer decisão. Podem não mentir... e partir para um debate titânico onde no fim podem ouvir coisas como o facto de vocês "não suportarem opiniões, ou críticas"... quando na verdade o que não suportam é setenças gratuitas.

No fim, timidamente, lá aparecem os que dão uma opinião fundamentada. São os da primeira fatia e segunda metade da mesma que ficaram a olhar para aquilo. Muitas vezes o seu parecer está em completo desacordo com o vosso, mas isso é bom. Ontem li aqui o porquê: "eu gosto de ping-pong nos argumentos porque me anuncia perspectivas diferentes da minha". Simples e brilhante. Está lá tudo (esta sereia tem uma tola...).
Esta malta é rara, mas é a que se deve ouvir, por muito que, por vezes, doa. Mas é exemplo a seguir, a reflexão antes de emissão.

Mas, existe um grupo tenebroso. Tanto que nem sequer o referi aí na fábula. São os das ideias feitas. Aqueles fanáticos que rosnam a tudo com a linguagem da sua ideologia. Aqueles que possuem um guarda-roupa de conceitos e preconceitos. Aí, quando lhes cai à frente uma questão, vestem-na logo com as cores do armário...

Na verdade, todos nós temos um pouco de tudo isto. Mas, como em todos os cozinhados, o que sabe melhor é o de melhor tempero...

Este é o meu aval, em relação a sentenças. Embora sendo à borla, o raio do bicho sai caro a todos nós... só atrapalha.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Toccata and Fugue in D minor

Acabaram os jogos que dantes aproximavam a condição humana da divina. Este filme, que vi ainda criança, desvendou-me muito cedo o propósito do desporto de massas, marcou a minha preferência pelo laranja Y100% M 70%, estruturou a minha imagem do herói (um marginal, sempre contra o sistema que umas vezes o acolhe e outras o trai) , e, sobretudo, lembra-me a abertura do recinto de jogo, a arena circular, sempre que ouço a Toccata and Fugue in D minor, de Johann Sebastian Bach...

domingo, 24 de agosto de 2008

o prémio

Não é a mania de ser diferente, mas gosto de anónimos. Eu próprio sou um. Não neste contexto da blogocoisa. Aqui sou o Rocket, e tenho mais a defender neste mundo "virtual", que muito José da Esquina do mundo real. Existem milhões de vidas por aí que não valem um caracol. O slave, mesmo virtual, vale mais que o bafo respiratório de muitos. Por isso, quando intervenho neste contexto é óbvio que me regulo pelas regras da sã convivência em sociedade.
Não que dizer que ande por aqui a dar beijinhos no traseiro de toda a gente. Já entrei em blogs e disparei a matar, devidamente identificado, e sem piedade alguma, como aqui, o blog duma fulana ressabiada com os homens... ou no blog de um imbecil de Beja, um misógeno desdenhador de mulheres do qual não recordo do nome...
Sou um anónimo, porque esta sociedade, em Portugal, não merece a notoriedade de quem a merece. Não existe, neste país, um tecido suficientemente alargado de pessoas com capacidade para fazer juízos de valor, e em consequência, os "bons" e os "maus" são definidos por mecanismos dúbios, e por gente sem nível...
Gosto de anónimos. Este site é lido por dezenas. Não comentam porque não querem. Mas se quisessem e respeitassem as regras habituais de convivência, seriam e são benvindos. Muito.
Contudo devo dar os parabéns a todos os que mantém uma publicação com as características dum blog. Numa sociedade em que uma fatia preocupante não consegue conjugar duas palavras escritas em Português, não consegue articular um raciocínio, não consegue veicular uma ideia, não consegue apreciar outra sem que seja guiado pelos gurus de serviço, é de felicitar, claro, quem mantém uma publicação com as características dum blog e manter o belo do pseudónimo. Sim, porque ao contrário do que muitos julgam que acham, os blogs de gente já consagrada neste esgoto não são, para mim, os verdadeiros. É apenas mais um tinoni a anunciar a sua passagem...
Por isso aqui está ele, o prémio da Blog. Trata-se de inglês fonético usado nas cabines de dj's. Podia ser também tha Blog... e dentro da mesma linguagem do ghetto que somos, lá estão elas, as belas das correntes de ouro dos gangsta...
Não escolho os premiados. São todos os que tiverem uma publicação que representa o futuro. São todos os que tiverem um blog.
Parabéns, a todos eles.

sábado, 23 de agosto de 2008

Fraude & Roubo de Identidade

O Capuchinho Vermelho foi visitar a avó:
- Avózinha, tens uns olhos tão grandes...
- É para te ver melhor.
- Avózinha, que orelhas tão grandes...
- São para te ouvir melhor.
- E que dentes enormes tu tens...
- Foda-se! Tu vieste para me visitar ou para me pôr defeitos?

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

X-File

Magia? A Eterna Conspiração Contra Mim? Bruxedo? Uma gigantesca partida destinada a desafiar a lógica?...

...Estariam à minha espera para filmar o meu ar de espanto?...

X-File: Um gajo chega ao estacionamento duma discoteca para ele desconhecida, na praia. Pelo parque automóvel luxuoso, novíssimo e cintilante, pleno de mercedagem, pela manada de Porsches e outros desportivos, adivinhava-se a presença em peso de, senão do Jet-8, pelo menos do Jet-6.
Entra-se, e afinal... malta das barracas.
Atenção! Não a fina-flor da malta das barracas... a escumalha, mesmo. Aqueles e aquelas que, no bairro de barracas, viveriam na rua.
Não me venham com a conversa que são todos traficantes que eu percebo disso. Não eram, e não são. É apenas, gente muito muito, feia. E pobre. Se nos singles de vinil existisse um lado C, seriam o lado D...

Pergunta: como se chama aquele gestor de empresa pública que ganha duzentos mil euros por mês? Ok, eu sei que existem vários, dezenas até, mas... um nome?
Será que ele sorteia dois ou três carros de luxo, mensalmente, aí na chungaria?

Aqueles que se julgavam extintos, afinal ainda existem.
E andam de topo-de-gama.

Quando ouço "isto só à bala" já estou, cuidadosamente, a idealizar o calibre...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Hannibal Lecter, como te percebo...

Meus ricos trinta euros e trinta cêntimos.
Adquiri uma nova versão do D. Giovanni, do Mozart. Há lá um Leporello que me causa uma valente náusea: um tal de Gabriel Bacquier.
Cantar uma ópera implica uma enorme componente de interpretação dramática. Um cantor traduz uma personagem com a sua voz. É também, e sobretudo, um actor. Cantar uma ópera é contar uma história e isso tem de ser bem feito. Utilizar as vocalizações normais inerentes a qualquer discurso e não inflexões de voz que favoreçam o desempenho de cada um. É como se ouvíssemos uma radionovela: quem nela participa tenta falar normalmente com o objectivo de, com calma, transmitir uma história a quem a ouve. Na verdade a ópera é coisa simples e gajos como este desvirtuam-na, complicando.
Tenho pena que nem todos apreciem, porque seria mais fácil agora sintonizarem-se comigo quando afirmo: Hannibal Lecter, como te percebo...

Mas tenho que ser clarificar o seguinte: A enorme falha na criação da personagem do Dr. Lecter reside na natureza grotesca do canibalismo de que ele é imbuído. O canibalismo não se resume só a comer carne humana. Sempre foi um acto ritual com fortes raízes no desejo subconsciente de integrar o outro, sendo esse o amado, valorizado, ou desejado. Após uma batalha em sociedades canibais, toda a gente queria dar uma trinca no valentão que andava a limpar toda a malta do nosso lado e que foi abatido por um golpe de sorte. O objectivo era integrar a sua valentia. Ficar como ele, comendo-o. 
Mas não é só aí que ele se apresenta.
O cunho afectivo do canibalismo encontra-se sobretudo nas relações. Uma paixão extrema pode acabar nisso. E algumas acabam mesmo, como se lê timidamente de tempos a tempos.
Já tive gente na minha vida que me sugava a saliva duma forma insana, e outra que afirmava que me amava tanto que seria capaz de ingerir fosse o que fosse que me saísse do corpo. E isso é o primeiro grau de canibalismo: a ingestão de matéria do outro. Muitos beijos em golpes de suave sangue acabaram lambidos num acto de amor, de olhos nos olhos. Canibalismo...
"Comer uma gaja" tem raízes semânticas legítimas, à luz da psicanálise. Freud foi dos primeiros a estudar os fundamentos do fenómeno.  

Quando refiro o Dr Lecter, menciono apenas quem limpa o sebo a um incompetente com um grau de requinte inexcedível...
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

terça-feira, 19 de agosto de 2008

o importante é participar

Ontem ouvi isto.
E dei um pulo.

Porquê? Apenas vi quem o proferiu na tv. Era um senhor já idoso, para mim desconhecido. Questionado, em Pequim, pela equipa de reportagem sobre os resultados menos bons da delegação portuguesa nas olimpíadas, saiu-lhe, entre outras... esta.
Encontrava-me eu deitado e dei um pulo. Com o corpo todo.

Sou um apaixonado de estratégia, que, como a defino, é a filosofia do objectivo. Não quer dizer com isto que seja um estratega de excepção. Considero-me apenas alguém que conhece a importância do conceito em todas as vertentes das nossas vidas.
E é um conceito tão importante, que, não sendo correctamente utilizado, pode constituir a diferença entre uma sociedade próspera e outra como a nossa...
Passo a explicar: Quando olhamos em frente, delineamos o nosso objectivo, ambicionando-o. Isso aplica-se a um indivíduo, a um casal, a uma família, uma associação, um clube desportivo, uma empresa, uma multinacional, uma nação...um país.

"Que queres?"... é uma pergunta mágica. Aconselho-a, o mais possível. Recomendo-a, em qualquer altura das vossas vidas. A Lenib, lançou aí há tempos um desafio: 10 sonhos a cumprir antes de morrer. Não me ocorreu nenhum. Ne verdade, alguém que me lê por dentro, há meses afirmou que a forma como eu via o meu futuro era longe daqui, noutra realidade. Julgo que isso adormeceu todo o resto e, quando me convidaram para partir, senti que de repente tudo na minha vida fazia sentido. Agora sei o que quero, dantes apenas o sentia...
Mas, adiante... Na verdade, e isso tem de se encarar, obrigatoriamente... este é um país medíocre.
Vá lá... não se ofendam. Se fosse bom, a malta não se queixava, e como julgo que bem lá no fundo de cada um de nós existe o secreto desejo de o melhorar, o primeiro passo é tirar o pulso qualitativo à coisa. E medíocre... sempre é melhor que mau. Mas não chega... certo?
A forma como encaro a nossa mediocridade, acho que a expus de forma sintética e sobejamente interessante aqui, por isso não me vou repetir.
E um dos factores de peso que contribui para a nosssa mediocridade, é o bafio dos séculos, neste quarto de arrumações esquecido pelo mundo. Encontramo-nos presos entre Espanha e o Atlântico, e este jardim à beira mar plantado há muito que não conhece a rega.
Minto...Foi regado pela CEE... mas foi curto, para uma seca de séculos. Na Europa, qualquer país, mesmo velho, tem sido uma estrada. Uma estalagem.
Ou era invadido, ou invadia, ou era culturalmente colonizado ou colonizava. Misturava-se com os outros. Este não. Somos a cabana perdida na floresta onde vivem os gajos que nunca ninguém vê.
De tal forma que quando em oitenta e cinco viajei na Holanda, os amigos da minha namorada holandesa da altura, a Edda, olhavam par mim embasbacados e afirmavam: Mas tu és um europeu! És um de nós! Tens um ar... civilizado...
Não lhes levava a mal. No Sud Express via bem os portugueses que por lá andavam...

Não vou rosnar para aqui à nossa falta de ambição. Mas tentarei explicá-la. Ambicionar é olhar em frente, como referi. E antes de olhar em frente olhamos em volta, para escolher a direcção do olhar ambicioso. Emparedados pela Espanha, séculos atrás, foi para o mar que olhámos.
Demo-nos bem.
Mal sai do país, qualquer português deixa de o ser, na sua pior vertente. Passa a ser um cidadão do mundo.
Os ingleses colonizavam em comunidade, os portugueses vão para qualquer lado e enrolam-se com as nativas, fazem filhos, detonam mestiçagem. Não são esquisitos. Tornam-se alegres, sociais. Optimistas, ambiciosos... parecem outros. Aqui não. Se alguém vê alguém melhor...citius, altius, fortius... ei, onde é que tu vais? Nã, nã...ficas aqui com malta, na média...
E é na média, na mediania, que se quer o vizinho... na mediocridade. Porque o importante é participar.
Aqui não se compreende bem o sucesso. Encontra-se associado à figura do "rico" da bíblia, sócio do camelo que passa pelo buraco da agulha. É fulcral. Não é à toa que as sociedades protestantes possuem um índice de sucesso superior...
Foi também para fugir desse bafio catolicista, que os portugueses se lançaram ao mar.

Sendo assim, como não há sucesso, ambição e outras coisas saudáveis que insuflam a sociedade e o ego... e como se nivela pela mediocridade... o importante é participar.
Eu cá não me meto em participanços, em carneiradas. Quando me meto é para ganhar, para brilhar. Cumprir e ultrapassar objectivos. Não concebo nenhum empreendimento sem eles.
Esperam-me em outro continente. Fornecem-me casa, carro, comida e tudo o que vocês se lembrarem. É claro que não estão à espera dum mero participanço da minha parte. Não vou lá para participar. Vou cumprir objectivos. E sou homem de criar outros.
Imaginem lá eu não dar conta do recado e afirmar... à laia de desculpa... "o importante... é participar!"
Uma derrota não é vergonhosa. Se não der cabo de nós pode ser uma lição fundamental para a vitória a seguir. E como é doce a vitória... olhemos em frente, onde elas estão, as doces vitórias.
Ainda há meia hora atrás desci a escada de incêndio do meu prédio, que não tem resguardo algum. Moro nos últimos andares e quem olha lá para baixo mija-se todo. Mas não era lá para baixo que olhava, quando descia, nem para cima... Olhava em frente, para o ferro que me vincava as mãos.

Como é verão, e a malta tem-se rido, por aqui, aceitam-se mais exemplos... participa!
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

és livre?

Eu sou.
Julgo que, satisfatoriamente. Mas... afinal... o que é a liberdade?

É, por exemplo, poder ver isto, em frente seja de quem for, e gabar o trabalho de casting, a dinâmica, a abdicação de recursos supérfulos, de efeitos especiais... gabar a simplicidade e eficácia de um clip assim. Limpo, sem pretensões, com um enredo minimal, que explora conceitos estratégicos como a inferioridade numérica, a conquista, a rendição desonrosa... e outros, políticos, como a vassalagem... a alternância de poder.
Um vídeo de uma sensualidade quase básica, mas pura. Essencial...

...E acabar com um sorriso na cara da que me ouve...

...bem diferente, na altura em que o vídeo apareceu, do ar de dragão da Betucha, a ruiva mais bela de Lisboa, um superlativo de mulher, O superlativo de mulher, fisicamente... até isso eu referia, estratega (são bonitas, mas nenhuma chega aos teus pés, nenhuma tem um corpo como o teu, nenhuma treina como tu), navegando em terrenos a si queridos, os do exercício puro e duro, os dos esquemas de musculação isométricos, os das horas passadas por ela a movimentar cargas musculares a uma velocidade invisível, um treino bem diferente daquele que se vê neste clip, este marcado pela dinâmica, pelo ritmo... tudo argumentos que me garantiam in situ a visualização do clip até ao fim. Ver, sim, porque a música já a conhecia... "Esta é a música que cantaste um amanhã inteira, né? A que te queixaste que não te saía da cabeça e que puseste vinte vezes enquanto pintavas, para perplexidade dos vizinhos..." perguntava-lhe, graxista...

... e esperar uma ausência de labaredas saídas das narinas latejantes, embora contando com uma hora ou duas de silêncio.

Mas tudo bem. Eu divirto-me, com estas coisas...
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domingo, 17 de agosto de 2008

papo carnal

Sussurros de palavras cruas são gritos de guerra dos amantes.

E TU, QUE PROFERES, NESSES MOMENTOS?
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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

o sistema

"Policial, no Rio, ou é corrupto, ou omisso... ou parte para a guerra!"
In Tropa de Elite, de José Padilha.

Porque esta frase resume a postura possível de cada um perante a merda onde estamos metidos até ao último cabelo, peço o seguinte: Alguém que me indique urgentemente um curso acelerado, intensivo, praí em dez lições... enfim, algo que me ensine, com celeridade, a ser eficazmente corrupto, porque este aqui, omisso nunca, e farto de andar numa guerra que não me enche os bolsos ando eu...

Tenho menos de duas semanas para deixar esta trampa de atitude de cavaleiro dos céus, de paladino de grandes causas e aprender a estender a mão com a tal inclinação de pulso*...

Ainda estou a digerir, e não, não bati com a cabeça em nenhuma parede... mas parece-me que, por por acidente, foi criado mais um filme sobre... Absolutamente Tudo. Assim, como O Padrinho. Tipo isso. Não é uma obra-prima, mas o tema constitui uma gorda metáfora do que nos rodeia neste princípio de século vinte e um.

*ESPERO QUE TAL NÃO SEJA NECESSÁRIO. NASCI COM ESPÍRITO GLADIADOR, E, ÀS TANTAS, SERÁ ISSO QUE ESPERAM DE MIM NESTA FASE, MAS QUERO TER A TAL NOÇÃO... POIS SE ANTES A TIVESSE...  

à bruta?... huuum...

Uma senhora que comigo trabalhou, muito casada e muito assanhada, contou-me, e a quem queria ouvir, esta história:
Encontrava-se deitada no sofá, em frente à tv, com o sono em passagem progressiva do estado de vigília para a fase um, quando o fluxo de melatonina foi subitamente cortado com a aparição súbita de um anúncio, na televisão:

Sexo animal! Hoje, de madrugada, às quatro em quarenta e cinco!

Entusiasmada com a perspectiva de uns minutos largos de sexo à bruta, no pequeno ecrã, mas ainda meio a dormir, regulou e activou o despertador do telemóvel para as quatro e quarenta, para ter tempo de acordar completamente e melhor gozar o pedaço... e adormeceu.
À hora marcada... acordou... bocejou, bebeu um copo de água, ajeitou-se no sofá e arregalou os olhos para... toing... mais um interessantíssimo programa do national geographic channel...

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Os Três (Segundo vírgula cinco)

Querem saber o que é o amor? Ok... científicamente... é isto
O conhecimento nu e cru destes factos não deveria retirar-lhes a magia. Mas nada volta a ser como dantes...

Há dois dias atrás surpreendi várias pessoas ao afirmar que não gosto de receber.
Ordinariamente não. Sou complexo, e agradar-me é complicado. Por isso, até alguém me conhecer melhor, o que é obra para um Becheley Park de saias, a imobilidade é o ideal. Além disso, dar é uma das minhas habilidades, e eu sou um exibicionista confesso. E dar proporciona-me um enorme prazer. 
Sem me entregar, entrego-me a tudo, na dádiva. Nas amizades, no trabalho... aqui e ali. Gosto de surpreender, de causar felicidade, prazer, justiça. Há sempre quem mereça, nem que seja durante um hiato temporal.

E o que é o Tempo? 

E o Amor... o Verdadeiro Amor?





Este é um texto escrito por altura do Dia dos Namorados...

O Verdadeiro Amor
De todos os seres humanos que pisaram o planeta desde a invenção da escrita só existe um que define o Verdadeiro Amor como eu o concebo. A senhora da foto de cima.
Para mim o Amor é dar. Dar, e ter o maior prazer nisso, sem esperar nada em troca.
Diz quem ama que é preferível encontrar-se na pele do que dá mais e que mais se entrega, que é, embora sendo o que mais sofre, o que melhor sente e goza a essência do Amor.
Não vou, depois de Camões o ter feito, e de Shakespeare, que contra todas as correntes o celebrou, definir o termo.
Aquilo que é o Amor para os outros, para mim são amores...
Para quem não sabe, a obra de Madre Teresa não era uma obra de caridade cristã, embora fosse sob a cruz que exerciam o seu acto de Amor: nem mais nem menos que dar um fim pleno de puro afecto aos moribundos que juncavam as ruas de Calcutta.
Recolhiam-nos, pela manhã, levavam-nos para a obra, e com carinho, lavavam-nos, como bebés, beijando-os, acariciando todas as suas feridas, algumas em estado já de decomposição em vida... Com o ar mais ternurento sussuravam-lhes ao ouvido meiguices, e sempre com um sorriso de Amor, genuíno. Daqueles que a girl next door adoraria ver na cara do namorado mais vezes.
Ex-modelos de topo, ex-advogados de multinacionais, gente de todo o mundo que abdicou de tudo para Amar desconhecidos em eminente fim de vida... E sempre com um obrigatório sorriso. Felizes por poderem exercer o Verdadeiro Amor...
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

olha... sei lá... estava na hora...

O João mostra orgulhosamente o seu novo apartamento a um amigo. Quando chegam à sala, o amigo repara num gongo enorme encostado a uma parede e pergunta:
- O que é aquilo?
O João responde:
- É o meu relógio!
- E como funciona? pergunta o amigo.
O João pega num martelo e desfere uma enorme pancada no gongo!
De repente, ouve-se do outro lado da parede:
- Vai pó caralho!!!... São 2 da manhã!!!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

vortex

Comecei o Slave no dia 6 de Fevereiro.
Cinco dias depois cumpriria quarenta e cinco anos de vida.

Não é nada. Nem pelas minhas contas, nem pelas de quem olhe para mim e resolva fazê-las.

Acabei dois casamentos, há dez anos atrás. Simultaneamente. Duraram quase o mesmo tempo. Um com a mãe da minha cria e o outro com a mãe dos meus outros filhos (aqueles que encontram nas bancas e que já referi aqui), uma empresa de comunicação social que depois foi absorvida por um grande grupo, de onde saí por fim, para tentar o empresariado.
Desde essa altura mantive, a estes dois níveis, uma quantidade inimaginável de relacionamentos.
Tão grande que poderia olhar para mim como um predador afectivo e um mercenário sem causa.
Mas não tal não acontece. Muitas vezes houve, nos dois campos, que quis acreditar. Quis mesmo, mas, na verdade...não. Não acreditava, de todo.
Se existe uma qualidade invulgar que eu possua, é a que em seguida refiro e que mencionei aqui: consigo tudo o que quero.
Não O que me parece que quero... Refiro-me aquilo que sei que já é meu antes do objecto reclamado dar por isso...
Desde o começo do Slave, que a minha vida entrou numa vertigem que não transpareceu, de todo, para quem vem aqui ler. E isso porque se espera que este blog se encontre sempre dinâmico.
O quê, deixas-me sózinha na tua cama?...Fui trocada? Por um bloooog?...
Já viram isto? Não me larga...nem o meu colo, nem o meu portátil... Parece-me que já chega, não achas? Já estou a ficar com formigueiros...
Na verdade, ao Slave, como tudo em que pego, dediquei-me, e sou fiel.
Não é piada.
Posso manter o vínculo mais ligeiro seja com o que for, mas sendo-o, é para cumprir com zelo. Parece um contrasenso, para quem passou por tanta situação. Mas, talvez seja por isso mesmo, que eu tenha passado por tantas delas, e que elas me caiam facilmente nos braços. Sou sério, numa da cada vez. E sei como isso é valorizado.
Hoje passei os olhos no Slave em jeito de flashback, para dar continuação ao desafio da Coragem, o tal dos três posts. Cada tópico publicado lembrava-me, ou alguém, ou algo a que me encontrava vinculado profissionalmente na altura. Estes sete meses foram vertiginosos nisso. Sabem quando a água chega ao fim do ralo e de repente acelera o vortex por onde se esvai? O fim destes sete meses foi assim, a nível afectivo e profissional.
Cada pessoa nova que conheço, dilui-se. Olho (sim, olho, é verdadeiro, o tempo verbal) para cada uma com carinho, mas sei que, felizmente, nunca conseguirá chegar ao topo do meu penhasco.
Somos todos animais voadores. Mas eu voo muito, muito alto. E lá de cima observo o voltear elegante e simpático dos outros pássaros, ouço-lhes o chilreio... temendo o grito de outra águia como eu. Quero-me só. E o que anunciei ontem explica o porquê. Sempre quis isto, sempre o esperei. E só assim lá chegava.

E, não. Não sou, nem um predador afectivo, nem um mercenário.
Há para aí, uma dezena ou mais, de anos da minha vida, que o comprova...

Sou apenas uma peça dum puzzle ainda não concebido...
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

renascer

Lembram-se disto? Pois ainda eu não sabia, mas era profético. Vou mudar de país. De continente. Assim, de repente. Como um (bom) acidente.

A vida tem mesmo graça. Durante sete anos tudo se conjugou para que isto acontecesse. Manterei este blog, e criarei um outro, com sabor tropical...
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domingo, 10 de agosto de 2008

stereo

Porque será que num trio, as mulheres gritam mais, de prazer?

TAGS POSSÍVEIS: PORQUE A VIDA É UM PALCO E ISSO PODE EXPLICAR O FENÓMENO / PORQUE A COMPETIÇÃO SE PODE MANIFESTAR EM TODAS AS SITUAÇÕES EM QUE ALGUÉM RESPIRA / PORQUE AGORA TENHO UM BLOG / PORQUE O TEMPO PASSA RÁPIDO COMO O CACETE / PORQUE... O QUÊ? JÁ PASSARAM DEZ ANOS DESDE O ÚLTIMO STEREO? / PORQUE É DOMINGO / PORQUE ME APETECE / PORQUE NÃO ME APETECE / PORQUE ESTAMOS EM AGOSTO / PORQUE ESCREVENDO ISTO AGORA, PASSADOS DEZ ANOS DESDE A ÚLTIMA VEZ, POSSO PASSAR POR ALGUÉM RESPEITÁVEL QUE APENAS QUER CONTAR ALGO INTERESSANTE / PORQUE NÃO SENDO PARA TODOS, TODOS TÊM O DIREITO DE SABER O QUE DE ENGRAÇADO SE PASSA POR AÍ / PORQUE NÃO FAZ MAL / PORQUE TENHO A MANIA DE FILOSOFAR NAS ALTURAS MAIS IMPROVÁVEIS / PORQUE, ASSIM, QUEM ME CONHECE PESSOALMENTE VAI PENSAR DUAS VEZES ANTES DE O AFIRMAR POR AÍ / PORQUE TEM GRAÇA / PORQUE FOI DE GRAÇA / PORQUE FOI MAIS QUE UMA VEZ / PORQUE FAZENDO UMA RETROSPECTIVA, OU SEJA, AS CONTAS, TEM SIDO DE DEZ EM DEZ ANOS, TIPO... PRENDA DA DÉCADA ( BEM, NOS PRIMEIROS DEZ NÃO HOUVE... MAS ESSES FORAM COMPENSADOS DEZ ANOS DEPOIS, CONTAS CERTAS, PORTANTO / PORQUE TEM UM CUNHO RITUAL ÚNICO / PORQUE ERA UMA SENSAÇÃO ÍMPAR APRECIAR O ESPANTO DOS OUTROS QUANDO SAÍAMOS OS TRÊS / PORQUE FOI LINDO / PORQUE NÃO O FARIA COM NINGUÉM DE CÁ / PORQUE ME INTRIGA COMO DUAS AMIGAS DE INFÂNCIA... / PORQUE GOSTEI TANTO QUE NÃO ACREDITO QUE SEJA A ÚLTIMA VEZ, COM OS DADOS QUE ME CHEGAM DO MEU FUTURO GEOGRÁFICO / PORQUE NINGUÉM QUE ME CONHEÇA PODE AFIRMAR QUE SOU MERAMENTE DEVASSO / PORQUE SOMOS TODOS DIFERENTES / PORQUE SOU ASSIM... E GOSTO.
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sábado, 9 de agosto de 2008

férias em pack

Quando não tenho direito, como neste ano, a mais de 
cinco dias de férias, lembro-me do inventor do conceito, o velho Adolfo. Não é que me sirva de consolo, mas diverte-me evocar o facto do homem mais odiado da história, ter sido entre outras coisas, no século vinte, o maior paladino da qualidade de vida dos trabalhadores. Férias de vinte e um dias por ano, normas de higiene no local de trabalho, semana de quarenta horas, refeitórios, horas extraordinárias, períodos de almoço de duas horas e consequente aproveitamento para actividades de lazer e desportivas (muitas vezes em instalações como piscinas, ginásios e campos de jogos pertencentes às grandes empresas), legislação laboral funcional... Tudo isto saiu daquela cabecinha e agora pertence às nossas vidas. Gostaria de dizer volta Adolfo estás perdoado mas a merda que fizeste foi tanta que ofusca por completo todo o resto...
O que me custa não é o facto de teres sido um filho da puta.
O que me custa é, antes disso, teres sido um dos nossos melhores filhos...

Por uma unha, não ganhou em trinta e oito, o Prémio Nobel da Paz... indicado por uma judia...

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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

o mundo: festim gigante que aguarda a tua fome

Acabou? Game Over? Não te apoquentes... 
o começo, é agora...
Mas...psiu... não fiques triste... Dá-lhe gás!

PS: BEM... QUANDO COMEÇO PARA AÍ A CANTAROLAR ISTO...
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Os Três (Segundo).

O ser amado é uma mera percepção, como a cor, que na verdade não existe... ou como o doce ou o amargo, também eles truques do nosso sistema nervoso...
Esta é uma duologia. 
Indissociáveis, estes dois longos textos que explicam muita coisa...

Sem Cor
Era pintor.
Conduzia calmo o seu velho ford, mentalmente mergulhado na cor das suas telas. A sua rua aproximava-se. Era já no próximo cruzamento...
Bruscamente sentiu explodir uma massa gigantesca na traseira que o esmagou contra a mancha branca do airbag que detonava...

Acordou da coma, quarenta e três dias depois dum cherokee ter abalroado por trás o seu carro a oitenta e sete quilómetros por hora. Os médicos tinham já levado a cabo um levantamento minucioso das regiões do cérebro afectadas pelo acidente. O Córtex visual, na nuca, tinha sido o mais danificado pelo embate traseiro. Esperavam agora, curiosos, a reacção do paciente ao abrir os olhos.
E ela veio.
Primeiro o vislumbrar, o sentir de uma névoa e depois… um focar muito lento e esforçado dos contornos, das manchas, do vagaroso materializar do desenho das caras que o observavam.
Havia algo, contudo, que o fazia sentir-se num sonho, ao não acreditar naquilo que os olhos lhe diziam: o cintilar das hastes metálicas do médico mais próximo de si revelavam um brilho…diferente. Algo esbranquiçado. Leitoso.
O choque, esse, aconteceu ao dar com a face de Olívia, a sua mulher.
Sentiu estremecer todo o seu débil corpo: a pele feminina que o acompanhara durante doze anos, outrora rosada, agora encontrava-se cinzenta, sem vida. Olhou em volta num pânico muscular.
Tudo se encontrava cínzio, como num luto a preto-e-branco.

Tinha acordado num mundo sem cor.

A percepção das cores, essa, tinha-a perdido para sempre.

À chegada a casa, o cão veio lamber-lhe a cara, pousando as patas no seu colo ainda encostado à cadeira de rodas. Sentia as unhas do animal cravarem-se-lhe a través do tecido das calças, e desagradava-lhe o seu cheiro, agora mais forte.
Olívia empurrou a cadeira de rodas pelo soalho. O olhar dele passou pela taça de fruta, sempre cheia. As uvas pareciam vidro e as maçãs papel… ao observá-las não se lembrou do seu sabor. Pensou nisso, desconcertado.
O cão saltava em volta da cadeira de rodas, empurrando os bancos da cozinha num chiar rombo.
Cheiros e ruídos começaram a ter um novo estatuto na hierarquia dos seus sentidos, após a morte das cores no seu mundo.
Olhou para o focinho do cão. Os seus olhos eram também de vidro, como as uvas. Via agora também o mundo como aquele animal…
Após alguns dias, o acto de olhar para as suas mãos cinzentas já não molhava a sua face de lágrimas.
Essas aconteceram num soluço violento, num inesgotável uivo de desepero quando Olívia se desnudou a primeira vez. Em pé, banhada pela luz cinza do candeeiro. Observou-a dolorosamente. A pele perdera toda a textura, parecia o gesso coberto de tinta dum manequim antigo.
Olívia, estremecida, apertou-o contra o peito durante horas enquanto ele soluçava, violenta e silenciosamente, aos sacões…

Apesar de ter abandonado a cadeira de rodas e percorrer a casa pelo seu pé, havia duas semanas, ainda não tinha entrado no atelier. Uma porta branca mantinha fechado e inerte o mundo que ele criara com cores de que se tinha fácilmente esquecido…

Cada vez que comia fechava os olhos. Os alimentos possuíam um aspecto repugnante.
Vomitou a primeira vez que viu esparguete.

Um dia, empurrado pelo psicólogo, entrou finalmente no atelier.
De olhos semicerrados, a primeira impressão foi duma violenta agressão ao seu olfacto, a do cheiro das tintas.
Olhou as telas. O nó na garganta sabia a acrílico.

Recomeçou a pintar, semanas depois. Reconhecia as cores pelo cheiro dos químicos e recomeçou a utilizá-las. Dizia em voz alta os seus nomes, de olhos fechados e narinas abertas...

Um dia, num passeio pelo campo olhou o horizonte.
Uma mancha de luz, mais clara, nele mergulhava. Era um arco-íris. Tentou imaginar o seu aroma...
Fotos » Guido Mocafico/Emmanuel Turiot//Wallpaper



Sem Amor
Estou viciada em ti.
Quando entro numa sala, eu, que nunca me preocupo com essas coisas, julgo que todos me observam porque possuo um intenso e poderoso cheiro a sexo. Um cheiro a ti.
Sinto-te a escorrer dentro de mim, da noite passada. E da outra. De todas. Tresando a sexo, ao teu. É impressionante! Estou viciada em ti...

De olhos fechados, o eco de suas palavras continuava a hipnotizá-lo. Eram coisas que ela ia dizendo por telefone, durante o dia.
À noite, mesmo na sua presença, dentro do carro no parque de estacionamento ali em frente ao café que os separava do Tejo, elas continuavam a amansá-lo, mesmo proferidas noutros dias.
Olhou-a. Era a mulher mais bela que já tinha conhecido. Não acreditava no que via nas primeiras vezes que saíam, nem ele nem outros. Parecia feita noutro quadrante, noutra dimensão.
Via, por trás da sua cara de uma inexpressividade olímpica, coberta por uma juba cor de sangue negro, ao longe, as escuras pessoas de alva cara que iam entrando no bbc, branco.
Eles não iriam lá, naquela noite. Nem a lado nenhum.
Pararam ali para conversar. Entrar e conversar. Ele à frente dum jack daniels e ela a segurar, como de costume, um manhattan.
Mas não saíram do carro.
Olhou-a.
Mais que as suas injustificadas ausências, os seus segredos e os seus mistérios, mais que os jantares com... amigos, os fins- de-semana em quintas de amigas desconhecidas, o desligar do telefone a horas em que o mesmo devia estar para ele, para o mundo... mais que toda a vida que ela anunciava e que ele não comprovava, mais que todo o terror que ele passava com tudo isto, mais que toda a angústia...
...Mais que tudo isso, eram aqueles olhos. Os dela.
Muito, muito negros. Vazios. Mortos. A morte num par de olhos. Só encontrara algo assim em imagens animadas dum tubarão branco, em águas límpidas de ecrâ.
Eram um aviso sério, aqueles olhos. Estava tudo lá. Todo o inferno pelo qual passava...
O pior dos infernos. Aquele que vem, como numa de salada de frutas, com grossos pedaços de céu, para melhor sentir o horror, num contraste de sabores.

Não percebo porque estás triste. Estou sempre, sempre para ti. Só para ti. Dedico-me a ti, quando posso, mal posso.
Quando durmo com alguém... é contigo que o faço.
Vivo para ti.

Mas não. Não era vida. Aquilo que eles faziam não era vida. Não se pode viver no gerúndio.
Ir vivendo...só na tela.
Mesmo com a paixão. Com a genuína paixão dela, com a obssessão dela pelo sexo deles... pelo sexo dele, o qual ela não largava, nem com as suas mãos, nem com os seus olhos... nem com a sua boca, inúmeras vezes no meio do trânsito enquanto olhares nos vidros dos autocarros observavam atónitos quando ela mergulhava no seu colo em pleno dia, em pleno verão de incêndios. Nem com o seu cérebro. Encontrava-se mesmo fascinada por si e pelo demónio da sua carne.
E a forma como ela dormia, em que, com toda a sua pesada massa muscular se deitava completamente, sem tocar em mais nada, só nele e na sua pele... como se o corpo daquele homem fosse uma nuvem... que a elevasse acima de todo o resto.
Não era vida.
Não era... Uma Vida.

És o único em quase tudo, no meu íntimo. Nunca ninguém alguma vez me possuíu sem protecção. És, e foste, o único a fazer tal coisa. És o único! Que mais queres?... Que queres, afinal?

Uma Vida. Respondeu ele. Quero Uma Vida.

Ela olhou para o tablier escuro e disse: a vida não é amor e uma cabana. Se a vida fosse amor e uma cabana, nunca saíria dos teus braços, até morrer...

Ele abriu muito os olhos e franziu a testa. Odiava chavões, e não os recebia de bom grado, sobretudo dela.
Bang bang, my baby shot me down...
Olhou para o pedaço de rio, à sua esquerda, que a esquina do edifício do café descobria. Via a ponte, tracejada pelos carros que passavam, como balas de fósforo em câmera lenta por entre as grinaldas de lâmpadas dos pilares.
Cá em baixo tudo isto se reflectia, mas a dançar na água escura em pequenas centelhas no negrume da noite, através dos reflexos, no pára-brisas, dos faróis de carros que iam parqueando...


Dois anos depois. Ele resolveu o assunto.
Ela era um problema. Maior que os outros, mas ainda assim não fugia ao estatuto de problema. E ele era um homem de soluções.
Arrancou-a de si mesmo como se arranca um braço.
Mergulhou o mais possível numa nuvem de tudo o que era anestésico, analgésico... e arrancou-a de si.
Sangrou abundantemente, deixou-se sangrar...
Pegaram nele e cauterizaram a ferida. Ele observava, enquanto tudo o resto que ele ainda conseguia suster se ia desmoronando...
Recomeçou do zero com aquele coto dentro de si. Iria sarar...

...Três anos depois.
Afinal a vida sempre podia ser amor e uma cabana. Amor, que o tinha encontrado. Um amor intenso e suave, como o melhor Blue Mountain. Como ele.

Ela não. Tinha retirado o seu coração do nitrogénio líquido da criogenia, e entregou-o aquele homem que o aqueceu até ele bater em toda a pujança e explendor de músculo mais forte do corpo... para o abandonar depois, aparentemente esquecido em qualquer lado...
Aprendeu, pensou ela. Era, até aí, das poucas mulheres que podiam ter a satisfação de ditar todas as regras. Baixara a sua preciosa guarda, para ele entrar na sua vida, e deu no que deu...
...Nunca mais!
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

silicone number one

Aula de Body Pump: "vamos lá trabalhar o peito!"...hum...
o meu olhar derramado sobre a minha prenda de aniversário mesmo ao lado, aberta seis meses depois, há semanas atrás... Seis meses é o prazo, até se poder meter a unha em cima, com segurança... cool, na verdade...hum...sorry...

terça-feira, 5 de agosto de 2008

batoteiro? eu?

Pois é. Eram e são só três...mas... e as décimas? Um e meio, dois e meio... três e meio...
há mais, mas este não podia escapar...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Os Três (Primeiro).

Ora aí está um desafio, ao qual, com gosto, correspondo: referir três postes antigos desta longa cadeia que iniciei em Fevereiro.
A ideia de me convidar foi da Coragem. Em boa hora veio. Lamentava-me do facto de ter tanta coisa que, como ficou lá para trás, ficaria condenada a um provável esquecimento. Sendo assim, borá lá ressuscitar algo bom...

Este é o primeiro, sobre a monarquia:

King Size
Somos todos monárquicos. Em continuaremos a sê-lo durante muito, muito tempo...
Está entranhado na nossa cultura, o conceito de dinastia.
Até nos nossos genes.

Vejamos: a natureza cozinhou tudo de forma a que, ao atingir a maturidade pudéssemos procriar. Dá-nos mais uns anitos para cuidar das crias e depois brinda-nos com um pontapé no cú. O que interessa é a dinastia genética...
Ginásios, spas, reikis e afins apenas representam uma luta contra essa realidade. Luta essa que vai ser ganha dentro de duas gerações.
Já se conhece o truque... é o Late Blooming biológico (tentado em moscas e a seguir em nós...) que talvez até represente o segredo da minha própria juventude — com 17 anos tive a minha primeira namorada a sério enquanto os meus amigos já tinham corrido o quarteirão das mesmas (foi uma vergonha até aparecerem os meus primeiros pelos)... Agora parecem todos estar com os pés para a cova e eu a começar. Qualquer dia sou pai outra vez... quem sabe...

Mas voltemos à monarquia... quando se fala de representatividade institucional não existe uma alternativa credível, pois o conceito de presidencialismo, nas suas variadas versões, é um remendo mal acabado...
A treta de que o poder dinástico vem de Deus já não funciona tão liminarmente, mas, se o pressuposto que tudo é divino for válido...

Contudo, é a vertente sociológica que me interessa abordar. Todo o imaginário está prenhe de imagens dinásticas. Chamamos Princesas a quem vimos como tal. Elvis era The King, não the President...
Os barões do PSD não são barões...mas tratam-nos assim. O Delfim do Jardim Gonçalves, numa luta dinástica retirou-se do trono, que foi ocupado por outro. Que se calhar gosta do Rei Pelé... E por falar em brasileirada lembro-me do Rei Momo. O Objectivo de quem lança um produto é atingir o topo: o trono. A Abelha que pariu é a Rainha. No Alien também havia uma.
...Qué queu sou? Qué queu sou? Qué queu sou? Qué queu sou?
Sois Rei! ...Sois Rei! ...Sois Rei!
It's Good To Be The King! E o Conde, ofende-se quando lhe chamam isso?
E duques? Só me saem é... Pois é, gostaria dum jogo de cartas em que presidentes, secretários, vices etc, substituissem valetes, damas e reis...
Os Ases eram os campeões da realeza...

E ser um Cavalheiro? Tem muito que se lhe diga, mas a base vem da Cavalaria, a Arma dos reis...

E tudo o que é Classe tem reis e rainhas: os cozinheiros, os espiões, os assassinos, os carpinteiros, as putas, os advogados...
...Sei lá, às tantas ocorrem-vos mais ainda...


E... qual é a senhora que não tem um certo fascínio por um King Size?


...A Mónica Lewinsky?...

domingo, 3 de agosto de 2008

mas ka ganda galo...

O camponês resolve trocar o seu galo por outro que desse conta das inúmeras galinhas. Ao chegar o novo galo e, percebendo que perderia as suas funções, o velho galo foi conversar com o seu substituto:
- Olha, sei que já estou velho e é por isso que o meu dono te trouxe aqui, mas será que podias deixar pelo menos duas galinhas para mim?
- Que é isso, velhote?! Vou ficar com todas.
- Mas só duas... - ainda insistiu o galo.
- Não. Já disse! São todas minhas!
- Então vamos fazer o seguinte: - propõe o galo velho - apostamos uma corrida em volta do galinheiro. Se eu ganhar, fico com pelo menos duas galinhas. Se eu perder, são todas tuas.
O galo jovem mede o galo velho de cima abaixo e pensa que de certeza que ele não o consegue vencer:
- Tudo bem, velhote, eu aceito.
- Já que realmente as minhas hipóteses são poucas, deixa-me ficar vinte passos à frente - pediu o galo.
O mais jovem pensou por uns instantes e aceitou as condições do galo velho.
Iniciada a corrida, o galo jovem dispara para alcancar o outro galo.
O galo velho faz um esforço para manter a vantagem, mas rapidamente é alcançado pelo mais jovem.
No momento em que o mais velho ia ser alcancado pelo mais novo, o camponês pega na sua caçadeira e atira sem piedade no galo jovem.
Guardando a arma, comenta com a mulher:
- Não estou a entender! Já é o quinto galo gay que compramos esta semana!

ok, arranha... pronto...

...não te quero ver outra vez naquele estado, por isso terá de ser... assim...

sábado, 2 de agosto de 2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

o verdadeiro amor II

Merecer uma rosa é amar, sobretudo, os seus espinhos.
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