segunda-feira, 24 de março de 2008

Gajas! Gajas!...Porquê?

Uma das situações mais perigosas por que passei ocorreu durante o meu serviço militar num dia em que comandava um pequeno destacamento para deter (prender) um indivíduo que andava descontrolado a destruir cafés e agredir gente numa povoação famosa entre antropólogos de todo o mundo pela natureza sui generis da seu tecido humano. Era uma comunidade que cultivava o hermetismo, não se miscigenando, de todo, com as povoações vizinhas, sendo o seu índice de consaguinidade o mais alto do mundo. Também o eram os índices de doenças derivadas do factor, sobretudo mentais, tornando-a numa das mais perigosas comunidades conhecidas.
Um dos homens da minha unidade era daí oriundo e todos os dias trazia notícias arrepiantes.
Quando para lá nos dirigíamos, eu, como sempre, já me considerava falecido, como em qualquer outra situação de perigo extremo. Mas os homens... esses, ostentavam puro terror no olhar...

Qualquer criador de cães de raça pura sabe que, quanto ela mais o é, maior a fragilidade dos animais.
Hitler encontrava-se completamente enganado. A mestiçagem é o maior factor de sucesso na luta contra a doença porque engloba as defesas de várias raças num único indivíduo.
Existem correntes antropológicas, que, ao basearem-se no estudo das cada vez mais raras sociedades primitivas defendem que a guerra apareceu no universo humano com uma utilidade precisa: raptar mulheres de outras comunidades e assim refrescar o DNA dos atacantes, evitando a consaguinidade.
Os guerreiros seguiam totens, que eram imagens de animais em cujas qualidades dinâmicas se inspiravam para alimentar o seu instinto belicoso... Águias, Leões, Dragões…
Tal como no mundo do futebol e das claques…
No fim de contas, teremos evoluído assim tanto? Julgo que não.
Nas guerras primitivas o conceito de morte em batalha era tão raro como num confronto de claques, existindo na mesma proporção, e a idade dos guerreiros era a mesma da dos Juve Leo, dos NN, ou dos Superdragões.

Os Vikings, mais que as riquezas que saqueavam nos países do sul eram atraídos por algo para si mais aliciante: mulheres de pele morena.

Não nos admiremos pois que eles, ao contrário dos gritos de... por Thor e por Odin!... ao desembarcarem dos drakkar, gritassem a plenos pulmões brandindo os seus machados o equivalente a …

...Gajas! Gajas!

10 comentários:

Maria Manuela disse...

Ah pois...
Quem vai à guerra dá e leva....
Terras e gajas põem o mundo em reboliço...

Bjo

Carla disse...

original esta ode ao universo feminino!
interessante a tua resposta ao porquê...
beijos

Afrika disse...

Pois, esse elemento tão "fragil" e ao mesmo tempo tão fascinante... desejo de conquista!
Caso pra dizer, VIVAM AS MULHERES!.

Não há tigres?! Ohhhhhhhh

Rocket disse...

M&M

...Ou em tranquilidade, que é o que se procura, depois de todos os reboliços...


beijinhos

Rocket disse...

carla

É sempre ode. Vocês, mulheres merecem.


beijinhos

Rocket disse...

afrika


Escreve "frágil" entre aspas que fazes muito bem. Vivam!
Tigres não, só os tamil... mas esquece.
Agora tiiiiiiiiiiiiiiiiiigras... :-)


bj BB

Xunana disse...

Gajas... can't live with them, can't live without them!

Beijo grande

Rocket disse...

xunana

Quem inventou essa ainda não tinha lido o manual de instruções...


bjinhos grandes

Magucha disse...

Isso quer dizer que os Descobrimentos não foram por causa do ouro e especiarias, mas sim para espalhar o sangue português noutros continentes?

Teria a primeira versão d'Os Lusíadas começado assim:
As armas e os barões excitados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram além da bela africana,
Em romances e cópulas esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
Entre gente remota procriaram
No Novo Reino, que tanto metiçaram.

Rocket disse...

maguinha

Um "cover" dos Lusíadas, que máximo!
Acho que cpom os portugueses era mesmo a burocracia...Huaahh... de seguir as directrizes do Infante...



bjinhos