Schoppenhauer, bondoso, explica-o com uma analogia com a música: algo que se sente com os ouvidos. Neste caso, algo a sentir com os olhos*.
Eu utilizo o exemplo da foto abaixo: Não percebo patavina do que está escrito, sei que é um poema de Mao Zedong, porque fui informado. Contudo, acho bonito. Os meus olhos gostam. E é assim que deve ser apreciado aquilo que para nós é uma abstracção. Sem serem necessárias quaisquer explicações.
Sei que os meus netos ficariam intrigados ao lerem este tópico. É que, lamentávelmente, neste país, em pleno século XXI, ele faz sentido.
* Ouvidos fora do contexto musical, nariz... tudo o que é mecanismo de percepção que este mísero esqueleto nos proporciona...

2 comentários:
Eu nem sequer me dei ao trabalho de passar na Ajuda....
Prefiro mil vezes perder-me nos nossos museus do que pagar para assistir ao refugo de outros...
je ne suis pas une conaiseur e como tal a apreciação, face a uma obra, é meramente sensorial...
O Mao tinha uma caligrafia bonita... Era uma peste mas tinha uma letra bonita, sim sr.
bjo
Fui no 1º Dia, foi à borla
;-)
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