quinta-feira, 4 de setembro de 2008

1 : O Sofá : Conclusão

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Nunca me custou tanto começar a escrita de algo...
Pudera... como o faço? Como declaro? Como informo pessoas pelas quais tenho apreço e amizade, que as enganei, que as burlei, que o texto que publiquei na segunda-feira, comprido como tudo, e que muitas emocionou... é uma meticulosa fraude?
É uma fraude. Um embuste. Aquele deus que sentei no sofá e foi causa de emoção e crédito...não existe. Não acredito no deus que vos vendi. Nem numa sílaba, nem numa letra daquilo. Não acredito em divindade alguma.
Sei que muitos de vós dirão: "em alturas de maior dificuldade, acreditas, decerto. Como todos os que dizem que não..." Já as tive, e para perceberem o quão difíceis eram, na altura o que sentia, para além da dor, era o profundo horror de não acreditar, de saber que estava só. E a solidão perante a adversidade é a pior de todas, mas é também a que mais fortalece quem vivo fica...
Não acredito numa só linha daquele texto que até a mim me emocionou. E emocionei-me, a mim e outros, porque coloquei lá todos os ingredientes que sabia necessários para tal. Por exemplo, sou pai, e nessa condição sei onde me dói. E ao reler certas passagens, eu mesmo senti comoção.
Um texto maldito. Porquê?
Sou um homem do mundo, vivido, bom ouvinte e bom interlocutor, e bom amigo, embora cultivando uma independência invulgar. Até chegar aqui à chamada blogosfera, as dores das pessoas que gosto, por mim sentidas pela empatia presente no profundo afecto que lhes devo, partilhava-as em privado. Chego aqui e a coisa muda de figura. Deparo com uma multidão de desconhecidos, e, dia após dia vou desenvolvendo afectos, alimentados pelos desabafos diários de todos, neste âmbito. As pessoas dão-se a conhecer a si, aos seus anseios e às suas dores, às suas dúvidas...
...E angústias. Das quais, uma em particular à qual fui sensível: a angústia de ser ou não ser aceite... a de não encaixar no figurino. São pessoas boas, as que a manifestam, segundo uma escala de valores humanista. A maior parte que refiro, apesar das coisinhas que todos nós temos, são bons seres humanos.
E muitos sofrem, porque o sistema de valores que impera, imaturo, não acompanhou a evolução dos tempos, e sobretudo, tem base num regulamento religioso com origens na idade média, tendo evoluído muito pouco desde aí.
Muitos dirão: "ah, eu quero lá saber, eu faço a vida que quero e ninguém me chateia...". Vocês sabem que não é bem assim. Quem realmente faz a vida que quer, na sociedade ocidental, incorre no conceito de pecado social. Vive em pecado, e sente isso todos os dias. Nem é preciso nada de espectacular, como exemplo. Basta chegar à tal idade e ainda se encontrar por casar. Tenho uma amiga que, por todos os motivos e a mais alguns, representa uma vida de casada na empresa onde trabalha... As pessoas são pressionadas para se encaixarem no figurino... É que nem direito a guetto existe para os que se estão nas tintas para uma moral de cariz religioso, pois têm de levar com ela todos os dias!
E o que condiciona o figurino? Criaturas como a que criei, com a diferença de o terem sido criadas por outros.
Atentem bem no deus que sentei para ali, segundo o Gabriel que nem abriu o bico, comprado pelos valores divinos, como meio mundo. Pois é... houve quem referisse a corrupção, mas não a do dinheiro. Eram pequenas coisas, como o Bourbon secreto que o não devia ser, E uma tradição de ilustres rabos sentados naquele sofá, todos poderosos, que pagavam a peso de ouro um dos prazeres mais iníquos de quem tiraniza: ouvir-se a si mesmo perante alguém ilustre e capaz.
Desta feita uma criatura supostamente divina, reconhecida por todos como o pai do andar de cima, o ideal, para controlar a criançada rebelde. Gabriel é corrupto, sim, porque foi pago para fazer só parte do seu trabalho, e não concluir a restante. Porque se o fizesse, diagosticaria uma patologia grave com contornos infanticidas. O velho, sendo um pai ausente, ainda assim cultiva uma insidiosa "doce expectativa de recolha do que de maravilhoso daí poderia resultar". Ora um pai que tente isso com qualquer filho...
Um pai tem de dar a cara e acompanhar e, sobretudo, não castiga com milhares de anos de ferro e fogo por um pecado. Este velho nunca perdoou... só o seu filho maior se mostrou capaz de tal, e ele próprio não foi devidamente amado. O velho que descrevi não foi nunca capaz de amores tranquilos. É um homem de paixões doentias, de fobias, de exércitos e de sangues... quantas vezes, no texto lestes a palavra? É o deus ideal para alguém tomar como aliado num exercício de domínio. Um deus tirano, um deus que legitima a tirania.
Gott Mit Uns. Deus connosco. Todos os tiranos o reclamam, como aliado. Quer os que gravavam a frase nas fivelas dos cintos dos seus soldados e que cujo objectivo era um reich de mil anos ou os outros que ainda querem um reich de mais dois mil...
Em Nome De Deus, em pleno século XXI, apedreja-se até à morte e explodem-se comboios, autocarros, prédios e aviões. Mas nada disto é tão presente nas nossas vidas como o modelo que nos é imposto, a obrigatória forma de viver a que as religiões a todos nos obrigam, baseadas no pressuposto desejo de um deus que o determina.
Escrevi "O Sofá" com o intuito de demonstrar a facilidade com que todos nós podemos ser enganados. Criei um falso deus, ainda assim credível, e fi-lo em três horas, tendo-o apresentado depois. Uma religião qualquer tem séculos à sua disposição.
O que é curioso é que o deus que criei, um maníaco, é aceite. Todos os deuses o são. Houve vários, durante a História. Raro era o que não fosse violento e cruel.
Sentei-o num sofá.
Outros, mergulhados em peças de mobiliário análogas, cobertos pela penumbra apesar do sol radioso que molha as ruas, para dominar as nossas vidas invocam o apoio de velhos assim...

Tenho inveja de duas coisas. A primeira é de quem teve uma infância maravilhosa. E a segunda é de quem tem um Deus maravilhoso. Gostava de contar com essas realidades na minha vida. Tanto para uma, como para outra... é tarde.

Não foi intuito meu negar o Divino... Aquele deus, é que não. Liberdade religiosa também se manifesta no direito de não acreditar. Preceitos não devem ser considerados valores.

82 comentários:

Tretoso Mor disse...

Rocket,

Estás "absolvido"!.. :))

Percebes porque te disse que me fizeste lembrar José Régio?..

Percebes porque te disse que "não encontro consolação perante qualquer justificação "superior" para o sofrimento das crianças"?..

Pelo que já li de ti (pouco) e pelo texto, pareceu-me a busca permanente do José Régio, procurando permanentemente o "seu Deus", sem nunca aceitar qualquer outro. A colecção de Cristos que ele tinha, a maior e mais valiosa em Portugal, nasceu da busca da expressão de um Cristo, que lhe pudesse indicar o seu verdadeiro Pai!...

Não me vou estender mais por agora.

Um abração sem "ódio" eheheh

dida disse...

Não fiquei ofendida...nem com odio...Mas se não te importas, vou voltar ao meu cantinho do anominato e chorar um bocadinho!...
Sabes mesmo tocar nas feridas...mesmo as cauterizadas voltam a sangrar...
Bjs grandes!!

PS: Texto fantástico...como sempre!

Rocket disse...

tretoso mor

desculpa por "O Sofá". mesmo estando absolvido por ti, eu sei que foi violento.

eu não busco nenhum. um homem que ultrapassou só o impossível está a isso condenado.

contudo o jr é o meu favorito...

abração

Rocket disse...

dida

desculpa por "O Sofá".

não deviam existir feridas dessas...

beijo com carinho

D.Antónia Ferreirinha disse...

Por ser o teu favorito e para te mostrar que não odeio ninguém:
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!"
O que penso do texto, a seu tempo saberás.
Somente te adianto, talvez a tal da intuição me dissesse que seria algo por aí.
:-))))))
Beijinho.

Rocket disse...

d.antónia ferreirinha

amiga.

a ti, uma mera desculpa não chega.


escreveremos melhor : )


buéréré de muacs

blueminerva disse...

Querido Rocket,
Não recebi qualquer formação religiosa... nem baptizada sou. Aprendi desde cedo, que Deus é um excelente bode espiatório pra montes de merdas, especialmente para os medos e fraquezas do homem. Já o filho, esse, tenho dito várias vezes, morreu na cruz errada.

Esperava uma revelação bombástica mas afinal, não és tão demoníaco como queres parecer... pelo menos não aos meus olhos, uma vez que a minha opinião sobre o "omnipresente" não difere assim tanto da tua.

beijos muitos

Rocket disse...

sereia

fico feliz. que tu o sejas, porque mereces.

beijo, sereia

blueminerva disse...

Juro que me ocorreu que irias revelar que eras uma espécie de Alexandra Solnado... onde é que eu tinha os miolos?

Rocket disse...

sereia

tu estás a gozar comigo... : (


: )

ah ah ah ah ah!

bj

D.Antónia Ferreirinha disse...

ahahahah.
Não pude conter a gargalhada com essa da Alexandra solnado.
Ahahahah.
Ai tão depressa choro como rio.
"sereia , estás a gozar comigo", matou-me. Ahahahah.

Rocket disse...

d.antónia ferreirinha


: )


bjo bué

blueminerva disse...

Eu sei lá... há gente muito estranha, com a graça de Deus.

Rocket disse...

sereia

como se escreve aquele bonequinho com o sobrolho levantado?


muac

blueminerva disse...

Beijos pecaminosos serve

Rocket disse...

sereia

muac muac

vita disse...

Pois, que dizer..looooool

Oh ternurinha, eu disse-te, eu não tenho religião, que não acredito em deus, sou "atua" se quiseres chamar assim..;P

haahahahahahahahahh

Querido quer-me parecer que pelos teus receios de escandalizar, magoar certas pessoas, no fim a montanha pariu um rato,não me parece que alguma leitora/o tua te tenha ficado a odiar.;)

Beijooo meu doce

Rocket disse...

vitinha

montanha eu? de ternura, né?

beijo dulce, vita

D.Antónia Ferreirinha disse...

Rocket, posso contrariar a Vita?
Beijinho.

Rocket disse...

d antonia ferreirinha

eatq cqsq e tuq.. n posso dizer o mesmo; n est q
minhq:::

rqio de teclqdo:::

bue dq beijos

Magucha disse...

Tu prometeste que a explicação era um texto curtinho!! :p

(agora não tenho tempo para ler com atenção e comentar como deve de ser. Quando voltar, leio o texto. E se quiseres mesmo, até me arrisco a comentar.)

jinhos e bom fim de semana!

blueminerva disse...

E no que ao sistema de valores diz respeito, permite-me que acrescente o seguinte, num Estado que se assume como laico, é no mínimo vergonhoso o ensino de religião católica em escolas públicas.

beijocas hereges

Mlee disse...

Eu, socialmente pecadora e isenta de figurino que me assente, não me sinto enganada, sinto-me protegida, uma protecção que não consegui encontrar no tal Deus de que falas.
O Deus em que acredito, já sabes qual é, procuro-o dentro de mim, dentro de quem vive realmente segundo valores de amor.
Em contrapartida, há outras coisas que deixas cair, sobre as quais já me questiono há algum tempo, e que me agarraram os olhos. Essas ficam para uma outra vez.

Beijo grande mano

Coragem disse...

E não é que partilho contigo ambas as invejas?
Sou mesmo uma invejosa :)

Beijo miudo

D.Antónia Ferreirinha disse...

Ó vita se eu te dissesse que no momento em que li este texto fiquei com uma raiva enorme a este senhor, que inventou o sofá?

DESIRE disse...

Eu, se queres que seja sincera, gostei mt mais deste post "confessional", que revela coragem verbal na palavra escrita.
Beijos prometidos

Zabour disse...

Então, era isso?!
Hum...Andaste a experimentar-nos?
Pois...ok...tudo bem!;)

Bjs

apenas um gajo... disse...

Rocket, não vou falar de crenças, porque isso é pessoal e é algo a que muitos têm que se agarrar. Mas religião? é algo que alguns criam para exercer poder e controle sobre muitos,e estes dois atributos nunca dispensam a agressividade, a violência, o medo...
Daí ser sempre necessário apresentar aos 'comuns' um deus castigador, punitivo, que na realidade perdoa apenas depois de se ter cumprido a penitência.
A religião ocupa sempre o lugar à direita do trono principal, quando não é ela própria que se senta nesse altar.

Um forte bem-haja

blueminerva disse...

Apesar de agnóstica, o culto a um ser abstracto é um tema que me desperta grande interesse. Este teu texto, fez-me recordar um livro que li faz tempo e que ainda guardo numa prateleira do quarto, «O Fim da Fé» de Sam Harris.

”Existem várias designações para as pessoas que têm muitas crenças para as quais não possuem uma justificação racional. Quando as suas crenças são muito comuns chamamos-lhes «religiosas»; caso contrário apelidámo-las de «loucas», «psicóticas» ou «delirantes».”

pinguim disse...

Eu não me senti minimamente ofendido com a tua criação, e acho que só os fundamentalistas da religião cristã, que também os há, poderiam ofender-se; a minha relação com Deus, ou com qualquer deus é estritamente pessoal e não admite intermediários, o que significa que também criei o meu Deus, concordo que um pouco à sombra dos ensinamentos regonais e tradicionais, mas em detalhes que só eu conheço, é único.
O que tu fizeste foi criar uma figura a que deste contornos possíveis de ser visto como o Deus da Bíblia, inventaste uma história que o iluminava, que o punha no centro dessa mesma história, e depois decepaste-o, e disseste em plena praça pública, que não, que esse Deus é uma mistificação; mas tu acabaste com o Deus que criaste, apenas isso e nada mais...
Abraço.

An Ambush of Ghosts disse...

Hummmmmm.....
Olha, excepcionalmente vou deixar lá na barraca o que penso da religiosidade "as we know it"...
Com paciencia ouvir tudo. Sem paciencia ... basta a primeira frase, "balé"?
Digamos que o que lá está... é o meu cometário.

;)

Canuca disse...

Não acredito em religião alguma, logo este texto n me afecta em nada ;)...mas fico mais descansada porque posso cumprir o prometido ;) lol.

Andas com umas experiências giras, andas lol ;).

Beijinho

Tá-se bem! disse...

Fosga-se man, pensei que ias declarar-te uma gaja! Juro, que me passou pela cabeça...

No entanto voltaste a comover-me e a transportar-me para a dor.
Sim, eu passei por uma rígida formação católica que acabou por condicionar alguns dos meus conceitos... nunca falei com Deus, mas com o seu filho, Jesus!

A minha mãe, mulher corajosa, mas muito doente, esteve por diversas vezes internada entre a vida e a morte.

Nos piores momentos, eu sentava-me nos bancos dos hospitais segurando o seu medalhão (aquele que ela apenas tirava quando estava lá).

Durante uma urgência em que senti (e vi) que estava perdê-la, fiz um pacto com Jesus – se ele a salvasse, se ela pudesse regressar a casa nem que fosse por uns dias, nunca mais o importunaria sobre esse assunto.

Nesse dia a minha mãe voltou para casa, onde permaneceu por mais três anos.
Quando as coisas voltaram a complicar... eu só pedia para que ela não sofresse! Ainda voltou (um só dia) a casa para se despedir do neto... foi o seu último internamento.

Eu conservo o medalhão!

Abração
(e não, não me desiludiste, muito menos te consideraria uma fraude...Contigo tenho aprendido muito!)

Rocket disse...

maguinha

e não é curto? : )

bms

vita disse...

D.Antónia, acredito, porque o estás a dizer.
Mas para mim este texto em nada me leva a pensar que iriam odiar o dono do sofá.

E isto porque para mim tem explicação simples,como não me identifico com estes temas, leio do outro lado.
Nada disto para mim faz sentido, logo não me sinto afectada e por defeito avaliei todos na mesma tabela.
A amizade que sinto por ele está fora daqui, não me consegui identificar com o sofá, tentei lê-lo com os olhos dele.
O que parecendo que não facilita, manter-me à margem.

Agora também acredito, que quem o "segue religiosamente" se possa sentir defraudado, não tinha era noção que alguém o faria.
Portanto d.antónia, tiveste razão de sentir raiva, o que também é previsivel é que essa raiva se transforme em tomada de consciência, o que pelo texto que acabaste de escrever aconteceu sim.

Minha querida, o mundo virtual tem destas coisas, abrir novos horizontes, muitas vezes por caminhos turvos.;)

Agora tu ternurinha, sempre podias tomar consciência também, que nem todos somos feitos do mesmo aço..;P
Existe pessoas delicadas, quer por natureza, quer pela vida, e nem mesmo avisando antes, tens desculpa, não te livravas de duas boas palmadas nesse rabo bom..;P

loooooooool

beijooo meu doce

Rocket disse...

sereia

todos os estados precisam de um deus para atar o ramalhete, quando negam os existentes, inventam um...stalin, mao, fidel, kim jong Il...

as excepções confirmam a regra.

bjo, sereia

Rocket disse...

mlee

os teus valores são dignos de serem apreciados.
são teus e bons e não foram comprados em pack.
podemos ter uma experiência mística com o disfrutar contínuo dos nossos valores. gozar o sr humano que somos.

beijo grande mana, grande como tu

Rocket disse...

coragem

é verdade. e eu sei. acreditar em alguém superior é de grande ajuda, que eu sei, mas tive sempre que me safar sozinho... e depois fico com este ego insuportável...

bejus moça

Rocket disse...

d. antónia

um beijo grande

Rocket disse...

desire

isso é uma forma simpática de elogiar uma postura kamikaze...

sacrifício é um conceito religioso...

beijos cometidos

Rocket disse...

zabour

os meus leitores não são peças de roupa, rapariga...

ora tu vê lá...

apenas demonstrei como é fácil enganar alguém.

a parte de sentir algo místico em fátima é verdade. isso acontece porque tudo está estudado para isso.
hoje estive a escolher fotos para a capa de um livro religioso... quase ouvia o angelus...

beijos e desculpa-me por "O Sofá"

Rocket disse...

apenas um gajo...

vejo-me acorrentado a acordar contigo...

abração

Rocket disse...

apenas um gajo...

concordar...maldito sono, é a maldiçao do texto...

abração

Rocket disse...

blueminerva

já tinha lido essa definição noutros âmbitos...

beijo, sereia

Rocket disse...

pinguim

obrigado. se acreditarem em ti ainda posso salvar a pele...
na verdade, o deus que expus é familiar. e no século xxi torna-se embaraçoso, por isso adiam qualquer desenvolvimento moral, porque tal o destruiria por completo...
o velho que referi no post de hoje é a realidade sob a forma de diagnóstico...

abração

Rocket disse...

an ambush of ghosts

a primeira frase? sorry... não percebi...

bjoka

Rocket disse...

canuquinha

cumprir o quê? mas coras são?

não é experiência alguma, bebé...

beijo ao pé

Rocket disse...

tá-se bem!

declarar-me a uma gaja, aqui, seria boa ideia, não vem cá nenhuma das tais...

...

respeito aquilo em que crês de forma sã e bonita, gostaria de poder fazê-lo, mas não o consigo. não é a fé que denuncio, são os preceitos que se impõem como valores morais. muitas pessoas sofrem devido a isso, como sabes.

tens o direito de acreditar e digo-te que, se ele te fosse negado, provavelmente o texto publicado hoje seria outro...

abração

Rocket disse...

vitinha

sofro com o sofrimento.

beijo

DALAPA disse...

Então era iso!?!?!?!?

Hummmm, nem sei o que diga......., mas estava á espera de qualquer coisa, com mais "molho"!!!!

O que aqui descreves pode ser a realidade de muita gente, e que em nada fica surpreendida com esta percepção da "religião", que aos olhos de, se calhar uma minoria em crescente, não passa de um circo, com ar de solenidade e coisa séria, só e apenas para manter a credibilidade.

A sociedade moderna não se rege por valores fictícios....

E o pecado já não existe.....

Abraço

Rocket disse...

dalapa

a tua reacção é um salutar sinal. contudo devo alertar-te para o facto que a minoria crescente à qual eu e tu pertencemos, em comunidades mais fechadas, não cresce. existem histórias de desespero... mesmo numa cidade como lisboa a "moral" de uns mina a existência de outros.
a sexualidade é o exemplo mais vincado.
vou escrever mais sobre isto antes de partir. tinha decidido antes das férias de verão.
o que tu e eu consideramos um circo possui ainda a única base moral vigente...
sofá nº 1...


abração

DALAPA disse...

Mas penso que será uma base moral cada vez mais frágil, as novas gerações, com o acesso a toda a informação de uma forma simplificada, os professores que já não são os de "antigamente", e sim os de hoje, se bem que é sempre um assunto muito discutível.

A sexualidade é sempre um assunto rico em polémicas e tabús, se a visse-mos da forma simples que é, se calhar deixava de ser tão interessante e passava á banalidade.

abraço

Rocket disse...

dalapa

eu defendo a sexualidade banal. ela só é assunto por ter o cunho de pecado se praticada fora dos preceitos...

abração

Safira disse...

Rocket man...

O que é que achaste que a malta te ia fazer, homem? Condenar-te à fogueira como herege? Tsk tsk tsk.

Eu não me sinto enganada. Li o Sofá várias vezes (algumas, em condições cognitivas difíceis) e nunca cheguei a perceber. Ainda hoje, não te posso dizer o quê, mas falhava-me ali qualquer coisa. Insisti na corrupção porque a única coisa que se me assemlhava plaúsivel era a contratação de um hitman apocalíptico para evitar a humilhação de ter de admitir a derrota. Achei que Deus quereria que alguém também fizesse o trabalho sujo por ele, e lhe evitasse a humilhação de admitir ter falhado. Twice. O meu erro terá sido o de interpretar o texto do ponto de vista do Pai. Aí enganaste-me, mas, tal como fazem os pais a ensinar os filhos a andar de bicicleta, só largas a mão quando já nos aguentamos no selim...
Fui criada na fé cristã, mas sem histerismos. Baptismos, comunhões, posso recitar episódios dos dois Testamentos. Tenho o conhecimento que me transmitiram de Deus. Visito a Sua casa duas vezes por ano, por respeito a uma amiga falecida. Não gosto, por norma, de cultos; a carneirice sempre me irritou. Mas sinto paz, quando estou numa igreja. Sinto. Mas não rezo. Limito-me a estar ali. Não sei Quem está comigo, ou se Alguém está comigo, não sei. Eu estou comigo. E em tudo na vida, a única verdade que importa é a tua. Sinto paz numa igreja, como sinto no alto de uma montanha, ou a contemplar o mar. É confortável acreditar num Deus, seja ele qual for. É mais fácil aceitar que o nosso destino já está traçado e desresponsabilizarmo-nos por ele ou limitarmo-nos a fazer o mínimo para que as coisas boas aconteçam e as más se mantenham ao largo. Até posso acreditar num Deus, mas não excluo a possibilidade de ele ser imperfeito ou ter momentos menos bons. Não vou é seguir cega o que alguém disse que Ele disse só porque é o que toda a gente faz... Cumpro os mandamentos, porque me parecem correctos, mas não sigo a doutrina. De modo nenhum.

Sorri ao ler a tua conclusão, especialmente na parte dos figurinos. O meu molde também se partiu enquanto eu estava lá dentro e alguns pedacinhos volatilizaram-se. O que consegui foi uma colagem grosseira que a sociedade insiste em tentar voltar a quebrar...Sofro e clamo 'injustiça', logo interrogo: Deus existe? Mas resisto, e ainda consigo sorrir. E também interrogo: Não existirá?
Who knows, Rocketman...

Se estivesse agora ao pé de ti, dava-te dois beijos nas bochechas e um abraço!

Rocket disse...

sapphire

tens noção que a atmosfera duma igreja é estudada?
eu tb sinto o mesmo...

as religiões compram o sacrifício de cada um. as moedas básicas são as que afirmas, o que te conforta e outras...

mas se sais do Caminho, o preço que pagas é alto, e quem to faz pagar é os demais...


bejinhos na bochecha? sabes que não sou o petiz marialva... : )

bjinhauuu

Safira disse...

não especifiquei quais as bochechas... ;)

Two sides to every story.
Safira, a sonsa

LOL

Moon_T disse...

Após ler os textos e comentarios
deixo apenas um aplauso

Rocket disse...

moon_t

um aplauso para ti também.

abraço

An Ambush of Ghosts disse...

Rocket man:

"Think for yourself.
Question authority.

Throughout human history, as our species has faced the frightening, terrorizing fact that we do not know who we are, or where we are going in this ocean of chaos, it has been the authorities, the political, the religious, the educational authorities who attempted to comfort us by giving us order, rules, regulations, informing, forming in our minds their view of reality. To think for yourself you must question authority and learn how to put yourself in a state of vulnerable, open-mindedness; chaotic, confused, vulnerability to inform yourself.

Think for yourself.
Question authority!" - Isto é o q tá lá na minha barraca.

Bastava a primeira frase mas pronto... esforço zero...compreensão zero, vai na volta n valerá mto a pena deixar o resto da letra. Não te fará sentido.

Bjocas ;)

Rocket disse...

an ambush of ghosts

é necessário um "set" de valores.
oque estou para aqui a fazer pode ser até irresponsável, porque renego algo que não tem substituição à vista...
pensar por nós é importante mas não substitui códigos de comportamento e escalas de valores a todos comuns. é como o código da estrada...

beijos

An Ambush of Ghosts disse...

Rocket man,
É necessário?

E para que desta vez não te possas queixar que não percebeste, passa sff no meu Blog, tá lá mais Post em forma de comentário ao q acabaste de dizer.
Set de valores? Vai lá ver por ti mesmo....
É dessa sociedade que falas?
Passooooooooooooooooooooooooo.
Uma sociedade q transmite aquilo precisa é de uma Guerra Civil, ou de uma catastrofe natural.
Deus?!
Ditadores?!
Já temos, já somos.

;)

Su disse...

gostei desta lucidez.....

gostei e sinto essa mesma inveja

...aquele deus é que não...é isso mesmo, menino sábio

jocas maradas de marte

Rocket disse...

an ambush of ghosts

um código é necessário. se nos quisermos relacionar em grupo temos que ter regras de relacionamento, poupam tempo, atritos e a coisa corre melhor...

mas a existir, as mesmas devem adequar-se, julgo, ao mais nobre denominador comum, e não a um código pior que o de hammurabi, como é o caso...

escrevi isto tudo antes de ir ao teu blog, e agora vou lá.

inté

Rocket disse...

suzinha

a lucidez alucinada : )

beijo marado, loura

An Ambush of Ghosts disse...

Rocket man...
Tanto blá blá qdo a mim me basta o código da conduta.
Toda a gente sabe a diferença entre o certo e o errado....
Posto isso... os livros de código só servem para baralhar condutores. É muito simples... na passadeira não se estaciona senão os pedestres não passam, right? Senso comum, boa conduta, aplicar o certo e evitar o errado. Simples.
Queres MAIS leis?
MAIS "linhas de orientação"? Mais códigos da estrada...?

Boa sorte. Quando achares que já aprenderam o "A" manda-os ao fazedor de leis p aprender o "B".
;)

Rocket disse...

ambush

e onde encontras o activo bom senso quando entras num cruzamento sem sinalização...o teu e mais três carros, vindos de todas as direcções?

eu, se liderar uma equipa que tenha que cumprir prazos nazis, se encontro alguém assim, penduro-o na porta... com os casacos em cima...

no dia em que tu mudares este mundo, eu alinho nisso, e cada qual faz o que quer numa boa... party all the time... até lá: códigos, leis, regras, valores...

têm é que ser bons... : )

beijo rebelde

D.Antónia Ferreirinha disse...

Eu deveria começar por algum lado mas esá um tanto ou quanto díficil.
Rocket, quanto falei na raiva que sentia por ti, foi a brincar. Em momento algum a senti. Como também já tive a obrigação de te explicar, também não me feriste a imagem de um deus que eu tinha. Não é verdade. A mim não me vendeste nada. O sofá , digo e repito não foi maldito. é a tua visão.
O texto tocou-me noutras noções. Porque eu tenho a minha religião mas não sou fanática. Acredetei num deus maravilhoso e tive uma infância feliz. Um doos pilares da infância feliz, já não o tenho, e o que aconteceu comigo, aconteceu ao tá-se. Eu revi-me em cada palavrinha que ele escreveu.
Tá-se, um grande, grande abraço.
Tá-se, aquilo que não nos mata fortalece-nos.
Nem todos somos iguais, nem todos temos principios identicos e nem todos reajimos com frieza perante as adversidades da vida. Cada um enfrenta-a da melhor forma que sabe e pode. Por isso Vitinha, o texto tocou e abriu feridas. Ontém. Hoje estou bem e recomendo-me.
O apego a Deus, para mim, é espontâneo em determinadas horas da vida. E por ti meu amigo, muito sinceramente , eu sinto uma pontinha de tristeza. Não pela visão que tens de Deus, mas por não teres tido uma infancia feliz e um Deus maravilhoso. Eu tive um, mas já partiu.
Deixa-me dizer uma coisa mais, este texto para mim foi muito "trigo limpo, farinha amparo", comparado com o sofá, esse sim Soberbo, digno do melhor escritor, já tive oportunidade de te dizer isso por mail. Para mim, posso viver muitos anos, mas não deverei esquecer o sofá, do autor Rocket.
Não sou crítica literária mas foi um texto do melhor, "mais melhor",n não há.
Beijos, imensos, querido.

Rocket disse...

d.antónia ferreirinha

é claro que sinto as vossas dores. também tive duas perdas demolidoras...

tens razão e compreendo a tua tristeza em relação a mim. já estou habituado, mas sinto-me só na dor.
contudo a minha solidão ao enfrentar o que enfrentei trouxe-me um certo calo e o amor próprio insuportável que v conhecem e que nem sempre é amigo, mas que ajuda, pelo menos a não hesitar no ataque...

olha que em termos de qualidade literária "O sofá" ... enfim, julgo que está ali, sim, um belo embuste, mas como escrevo para mim e adoro reler-me sou suspeito na análise, mas fico muito contente por teres gostado, minha querida...

um beijo e um abraço apertado

D.Antónia Ferreirinha disse...

Para teres uma ideia do que leio com gosto:
código, fortaleza digital, conspiração, anjos e demónios, dan brown

depois tenho para ler: cosex; fórmula de Deus, último selo; rodrigues dos santos

depois: a chave mestra de Charles F Haanel

Li, tb o último Papa, Maria Madalena.
Como podes ver, tem contornos do que gosto
:-)))))
Meu Querido, o sofá , eu vou copiar e guardar bem guardado.
Beijinhos, muitos.

Rocket disse...

d.antónia ferreirinha

sinto-me honrado com isso, claro.

beijos bués

An Ambush of Ghosts disse...

Rocket man... evidentemente que ... em lado nenhum encontrás esse bom-senso num cruzamento (a menos q seja um gajo pela direita cercado de gajas boas á esquerda! )
Grosso modo, somos todos uns paus mandados. Até os q são, intitulam, ou são rotulados de rebeldes são uns paus mandados. Paus mandados de uma sociedade, de uma Aldeia Global sem ideais, sem valores, sem vínculos. Haver uns índigenas q sabem a diferença entre o certo e o errado já é uma sorte!
Não me venham falar de Deus ou de Buda ou de Alá ou de outros que nem conheço.
Mesmo que conseguisse algum dia esquecer-me convenientemente q a História dos Deuses é a história de uma Dinvindade vingativa, carrasca, sangrenta, interesseira, manipuladora... nunca conseguiria acreditar ou suportar uma qq divindade arrependida, ela mesma carregada de falhas metendo a mão ao peito "Aqui D´el Rei que Deus é perfeito!" Os Deuses são o espelho que o Homem escondeu no armário pq veio lascado da loja.

Fala-me de ESPIRITUALIDADE.
Isso é q sim. Veio formatado nos genes, fruto do gene a mais q temos dos macacos... a inteligência. ( ou racionalidade vá...)
Religiosidade?
Are you fuckin kidding me??

Hheheheh.

Num cruzamento sem sinalização... eu espero, passo em segurança. SE me cederem passagem passo e agradeço. Se não cederem ... caguei nisso...é só um cruzamento...
Mas sim... compreendo que agarramo-nos a "códigos da estrada" seja importante. A falsa segurança é tão boa como a real segurança nos dias q correm.

Kiss from the rebel

Rocket disse...

ambush

se chegares a um cruzamento, respeitares a regra da prioridade e o despachares em três tempos, não segues caminho a fazer considerações sobre a tirania do poder... passas, e está a andar. nem pensas mais nisso. rigth?

é onde quero chegar...

regras devem ser meras guidelines...

beijo rebelde

An Ambush of Ghosts disse...

Lá está... regras básicas orientativas.
Ordem para evitar o caos.
Quando isso ultrapassa a tua individualidade... bye bye Humanidade. Hello Caos proveniente da insatisfação.
Fixares a regra de q passa primeiro o da direita é um tanto ou qto básico, n te parece? Quase que poderias dizer q é um "acordo de cavalhieros" em prol da comunidade... qq um entende q é o certo, o prático.
Agora joga lá com regras "básicas" de governo Humano....
Mudou uma beca n mudou?

Rocket disse...

ambush

contigo nunca faria um acordo de cavalheiros, eh eh

isto dava conversa larga...

beijos rebeldes

An Ambush of Ghosts disse...

Think for yourself... question authority...
"Porquê?"
Claro q poderias fazer um acordo de cavalheiros cmg. São Universais. Pressopoem boa fé.

Kiss from the rebel

Tá-se bem! disse...

Rocket, quero apenas esclarecer que... não sou praticante! Livraaaaaa

Aquilo que falo com Jesus é entre mim e ele e tratamo-nos por tu. Já com Deus não me dá jeito.. (tratá-lo por tu) :p

As orações também não são as convencionais, até porque não têm muito a ver comigo! (apesar de ter aprendido)

O que realmente valorizo são os sentimentos de respeito e a atenção que dedicamos àqueles que nos cativam, sejam quais forem as suas orientações..

Abração :)

Rocket disse...

ambush

já respondi a essa pergunta aí por cima... : )

ok, eu faço um acordo de cavalheiros contigo...

damos um ganda bacalhau no fim seguido de palmada nas costas...

mas por agora é só um...

...beijo

Rocket disse...

tá-se bem!

podias ser, amigo. ninguém aqui te apontaria o dedo. tenho amigos que são, há anos. mas sabem que há minha frente um debate de cariz moral tem de ganhar um contorno diferente do que lhes incutem nos sermões.
mas existem religiões terríveis. sermões que são incendiários, a nível político... mesmo no ocidente.
alguns anti-opressão, o que é interessante...

abração

Pearl disse...

Não serás tu a figura do mal personificada no Rocket do blog!?
Desconfio que sim!

Parabens pelo texto mereces cada aplauso!

beijinho maléfico!

Rocket disse...

pearl

o diabo é um gajo porreiro...eu não.

beijoca na fronte

Carla disse...

Estava a ler e a pensar na quantidade de falsos deuses que por aí proliferam...a angústia, a solidão, a debilidade das pessoas é tanta que na maior parte dos casos é fácil conduzi-las a um deus que nada lhes oferece e tudo lhes exige.
Confesso que tive uma infância maravilhosa, Deus abandonou-me ou eu abandonei-o não sei bem quando...provavelmente quando o pensamento começou a ser mais forte que o sentimento. Ou quando descobri que quem ama não tem que punir, não tem que exigir sofrimento para ser feliz...mas isso sou eu a dizer.
Acredita que não me senti minimanente defraudada com o teu texto, bem pelo contrário
beijos

Rocket disse...

carla

o meu propósito foi o de alertar para o facto de pressupostos morais nos quais baseamos a estrutura da sociedade estarem inquinados por premissas falsas...

beijos